Deputada quer vacina contra Herpes-Zóster no SUS; União diz não ter dinheiro para a imunização

Redação Santos Notícias
A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) protocolou um Projeto de Lei (PL) que determina a inclusão, por parte do governo federal, da vacina contra a Herpes-Zóster no Programa Nacional de Imunizações (PNI). A medida prevê a oferta gratuita das doses pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Há poucos dias, a União divulgou que não tem dinheiro para investir na cobertura. A parlamentar rebate o posicionamento da gestão petista e alerta para a urgência, tendo em vista o surto da doença em várias partes do País. Para Rosana, é possível o Ministério da Saúde adotar estratégias graduais de cobertura, vacinando grupos prioritários, sem desrespeitar os limites do Orçamento.
Popularmente conhecida como cobreiro, a Herpes-Zóster é causada pela reativação do vírus varicela-zoster, o mesmo da catapora. É, portanto, uma enfermidade viral, transmissível e se oportuniza na queda de imunidade. Entre os sintomas severos está a erupção cutânea e a dor crônica, que só é controlada por meio da administração de fármacos. Dependendo da gravidade, a doença pode levar à morte, sobretudo idosos e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido.
Segundo a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o Brasil passa por preocupante escalada deste tipo de infecção. Em 2023, foram mais de 120 mil os casos, volume significativamente superior ao observado em anos anteriores. Há vários registros de surto pelo País, entre 2024 e 2026, com maior incidência nos estados mais populosos, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
De acordo com a proposta da deputada liberal, o aumento de ocorrências da doença demanda por serviços de Saúde, com elevação das internações hospitalares, que ultrapassaram 4 mil registros nos últimos dois anos, além do crescimento de atendimentos ambulatoriais decorrentes de complicações, como a neuralgia pós-herpética:
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“Segundo sanitaristas, cerca de 95% dos adultos já foram expostos à Herpes, indicando a presença latente generalizada desta infecção na população adulta brasileira. O cenário é agravado pelo envelhecimento da população, que fica exposta, sem proteção, sem opção. Isto reforça a necessidade de medidas preventivas eficazes, como a vacinação. O governo federal precisa priorizar isso! Para viagens, pelo visto, sempre tem recursos. Para vacinar o povo, mesmo em meio a um surto, não?”, questiona Rosana.
A cobertura contra Herpes-Zóster, hoje, só está disponível na rede privada. Para total proteção, são necessárias duas doses. Cada uma sai entre R$ 700 e R$ 950, em média.
No último dia 21, o Ministério da Saúde revelou ter negado a inclusão da vacina contra a doença no SUS. A medida, segundo o governo petista, não foi aprovada, porque o valor apresentado pela fabricante do imunizante era elevado e a oferta de doses, feita por uma única empresa, era limitada. Para alcançar o público-alvo, o custo estimado seria de aproximadamente R$ 50 bilhões, de acordo com as justificativas da União:
“Nem toda política pública de Saúde precisa começar de forma ampla. É possível adotar estratégias graduais, com foco nos grupos que mais sofrem com as formas graves da Herpes-Zóster, como idosos e imunossuprimidos. Começa aos poucos, sem ignorar os limites do Orçamento, mas começa. O governo federal vai ficar assistindo a este surto, sem fazer nada?”, dispara a deputada federal, que está em seu segundo mandato em Brasília-DF e é presidente da Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo.

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