Entra ano e sai ano, as cenas se repetem: pessoas esperando horas em filas com dor, humilhando-se por um atendimento digno. Quando dependem de exames complexos ou especialistas, enfrentam um verdadeiro calvário. Muitas morrem sem socorro. Mas há uma ferida invisível e assustadora nessa engrenagem: a saúde mental de quem veste o jaleco.
O poder público faz de conta que não enxerga, mas a grande verdade é que o colapso do sistema está empurrando médicos, enfermeiros, psicólogos e psiquiatras para a depressão e o suicídio. O profissional de saúde lida diariamente com a dor do outro, mas ele também tem coração. A exaustão extrema de escalas desumanas, salários defasados, assédio e noites maldormidas somam-se a um sentimento dilacerante de incapacidade. Ver vidas se esvaindo por falta de estrutura gera uma frustração crônica que mina o psicológico. Quem foi treinado para salvar vidas adoece ao perceber que o sistema o impede de exercer sua missão.
Todos os dias, deparo-me nas redes sociais com notícias devastadoras de profissionais da saúde que, exaustos de curar o mundo sem amparo, acabam tirando a própria vida. Já passou da hora de o poder público ter um olhar humano para o povo e para os heróis da saúde. Cuidar de quem cuida não é um favor; é uma urgência vital.
Sandra Campos conhece na pele a dor e a transformação que nascem do sofrimento profundo. Há dois anos, ela perdeu seu filho de 24 anos para o suicídio. Em vez de se fechar no luto, transformou a saudade em propósito e atua como ativista pela vida através do projeto “Não te julgo, te ajudo!”. De forma totalmente voluntária e gratuita, Sandra oferece acolhimento, escuta e uma mão estendida para profissionais da saúde e qualquer pessoa em sofrimento emocional. Se o peso estiver insuportável, não passe por isso sozinho. Sandra está aqui para te ouvir sem julgamentos. Voce não está sozinho mande um oi para whatsApp: (11) 94813-7799..