O prefeito de Cubatão, César Nascimento, recebeu no gabinete do Paço Municipal nesta terça (9), uma comissão de moradores das ruas Paraíba, Cruzeiro do Sul, Padre Rangel Vilela e Monteiro Lobato, na Vila Nova e Costa Muniz, para discutir os impactos provocados pelas obras executadas pela Rumo Logística na região. Durante a reunião, os moradores relataram dificuldades de mobilidade, problemas de acessibilidade, insegurança e transtornos causados pelas mudanças viárias e pela instalação de passarelas consideradas inadequadas para a população.
Entre as principais reclamações apresentadas pela comunidade estão as dificuldades enfrentadas por idosos, pessoas com deficiência, cadeirantes e moradores com mobilidade reduzida, que passaram a depender de passarelas elevadas para atravessar a região. Os moradores também apontaram prejuízos no deslocamento de veículos, alterações no trânsito local, aumento do tempo de percurso e preocupação com o fechamentos de acessos sobre a linha férrea.
Segundo levantamento apresentado pela Prefeitura durante a reunião, a região afetada pelas intervenções ferroviárias possui um perfil populacional que exige atenção especial em relação à acessibilidade. De acordo com os dados apresentados, atualmente vivem na área 38 cadeirantes e cerca de 60% dos moradores são idosos, muitos deles com mobilidade reduzida, o que reforça a preocupação da administração municipal e da comunidade com as dificuldades de acesso provocadas pelas passarelas e mudanças viárias implantadas no local. Durante o encontro, moradores relataram problemas relacionados à falta de iluminação nas passarelas e acessos criados durante as obras. Segundo a comunidade, os locais passaram a registrar sensação de insegurança e registros de assaltos.
O prefeito César Nascimento destacou que a situação vem sendo debatida há anos e lembrou que as intervenções fazem parte de uma concessão federal ligada à malha ferroviária. “Estamos ao lado dos moradores da Rua Paraíba e das demais vias afetadas pelas obras ferroviárias e temos atuado para buscar solução para o problema. É importante destacar que a área em questão faz parte de uma concessão federal , administrada pela concessionária da malha ferroviária, o que limita a atuação direta do município sobre as intervenções realizadas no local. Ainda assim, a Administração Municipal vem cobrando providências e defendendo os interesses da comunidade”.
Durante a reunião, o prefeito determinou a adoção de medidas imediatas, entre elas o ajuizamento de uma ação com pedido de liminar para a paralisação das obras do fechamento dos acessos até que sejam apresentadas soluções adequadas para a população. Também foram determinadas a intensificação das rondas da Guarda Civil Municipal na passarela e ruas próximas, e a readequação das linhas e rotas das linhas do transporte coletivo que atendem a região com o objetivo de facilitar a mobilidade e reduzir os transtornos enfrentados pelos moradores.
Além disso, a Prefeitura já formalizou cobranças à Rumo Logística e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) , além do Ministério dos Transportes, para que sejam adotadas melhorias urgentes de iluminação, acessibilidade e segurança, de acordo com o secretário de Governo, Guilherme Amaral, que também recebeu os moradores.
“O que estamos fazendo hoje é tentar mitigar os danos causados à população. Não temos poder para impedir uma concessão federal, mas estamos cobrando alternativas que respeitem o direito de ir e vir das pessoas”, afirmou Amaral. Segundo o secretário, a Prefeitura também defende que futuras ampliações da malha ferroviária contemplem soluções estruturais mais adequadas para a cidade, reduzindo os impactos sociais e urbanos nas regiões afetadas pelas intervenções.
Ao final da reunião, a administração municipal reafirmou que continuará acompanhando as discussões junto aos órgãos federais, à ANTT e à concessionária responsável pela obra, buscando garantir melhores condições de acessibilidade, mobilidade, segurança e qualidade de vida para os moradores afetados pelas intervenções ferroviárias em Cubatão.
Por: Secom Cubatão/JMA
Foto: Secom Cubatão/JMA

