Os investimentos em saneamento básico na Baixada Santista serão cinco vezes maior após a desestatização da Sabesp promovida pelo Governo de São Paulo. Serão R$ 8,1 bilhões em investimentos de 2026 até 2029 (média de R$ 2 bilhões por ano) para resolver desafios estruturais no abastecimento de água e esgoto. Além disso, R$ 2,43 bilhões já foram aplicados entre 2024 e 2025. Antes da desestatização, a média atual de investimentos foi de R$ 400 milhões por ano entre 2017 e 2024.
O Governo de São Paulo inicia nesta quinta (17) a Caravana 3D pela Baixada Santista, com anúncios de investimentos e entregas para a região, incluindo dois novos reservatórios de água tratada em Itanhaém, que representam investimento de R$ 84,6 milhões. Os reservatórios — os primeiros do sistema Mambu-Branco — têm capacidade para armazenar 20 milhões de litros, parte de um projeto que chegará a 40 milhões, e já beneficiam diretamente cerca de 1,2 milhão de moradores de cinco cidades, incluindo Praia Grande, São Vicente e Peruíbe.
A alta de aportes para o saneamento na Baixada Santista também fica evidente no crescimento do investimento médio anual por habitante na região, passará de R$ 313,22 para R$ 979,89. Os recursos fazem parte do plano de universalização do saneamento no estado até 2029 e refletem a ampliação de 120% nos investimentos da companhia após a desestatização.