A professora de Ciências e de Iniciação Científica Caroline Menezes Roldan está entre os 30 finalistas, de todo o Brasil, do 1º Prêmio Educador de Valor, do Instituto Brasil Solidário (IBS), que reconhece educadores da rede pública que utilizam jogos pedagógicos nas aulas de educação financeira. Caroline concorre ao prêmio pelas atividades que desenvolve com os alunos do Ensino Fundamental II da UME Henry Borden, na Vila Light, estimulando habilidades cognitivas, socioemocionais e de responsabilidade financeira. A educadora também leciona na UME Professor Doutor Luiz Pieruzzi Netto, na Vila Nova.
O IBS é uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) voltada ao desenvolvimento local por meio da educação, atuando no Brasil e na América Latina. De acordo com a organização, entre os critérios da premiação estão a continuidade das atividades, os registros das ações em redes sociais, a qualidade pedagógica e o engajamento dos alunos, que acumulam pontos aos participantes. A previsão é de que o resultado seja publicado em novembro.
Tudo começou com os cursos que a educadora fez pelo instituto: Planejamento Pedagógico; Educação Ambiental; Alfabetização e Letramento Matemático; Matemática nos Anos Finais; Introdução à Educação Financeira; Comportamento Financeiro; e Jogar e Aprender com Programas Nacionais de Educação Financeira, que está em andamento. A partir dessas formações, Caroline recebeu dois jogos pedagógicos de tabuleiro, Piquenique e Bons Negócios, produzidos pela BethaGames, que fazem parte dos requisitos da premiação. A capacitação dos professores, por meio da participação em ao menos dois cursos, também é um dos critérios de avaliação.
Segundo o fabricante, o Piquenique promove a reflexão sobre decisões de consumo e finanças pessoais de forma lúdica. A ideia central é poupar para chegar ao parque com dinheiro suficiente para comprar os alimentos da preferência do jogador e ter a maior quantia de sobra. Já o Bons Negócios é um jogo de cartas que exercita as habilidades de negociar, empreender e investir. O objetivo é obter o maior lucro possível com a compra e venda de produtos.
Prêmio é resultado de capacitação que reflete em sala de aula – A diretora de Ensino da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), Lucia Peralta, destaca que a experiência vivida pela professora Caroline reforça a importância de manter os educadores em constante processo de formação: “Uma das preocupações da Seduc é justamente oferecer e incentivar a formação continuada dos nossos professores. Quando o educador tem acesso a novas ferramentas, metodologias e conhecimentos, isso chega diretamente à sala de aula. O resultado é um ensino mais dinâmico, que desperta o interesse dos alunos e contribui para que eles aprendam de maneira mais significativa. O trabalho da Caroline é um exemplo muito positivo de como essa capacitação pode se transformar em uma prática concreta e com impacto nos estudantes”, afirma Lucia.
Para a professora Caroline, os jogos foram uma oportunidade de envolver os alunos, tornar o assunto mais interessante e, consequentemente, tornar o aprendizado mais efetivo. “Eles amam esses jogos, ficam muito empolgados e traçam suas estratégias para ganhar, pois no Piquenique, por exemplo, não basta ser o primeiro a chegar ao final, mas chegar com produtos e ter mais dinheiro acumulado”, declara.
Além disso, a profissional explica que os jogos acolhem os alunos dentro de cada necessidade. Um exemplo é o uso de um dado especial, feito com velcro. “Tenho uma aula com deficiência visual e dentro do espectro autista. Com esse dado sensorial, por meio do tato, ela consegue verificar o número que tirou, mas os alunos também a auxiliam na partida, lendo as opções de jogadas para ela escolher”, comenta. A adaptação dos jogos para inclusão foi, inclusive, destaque na revista do IBS em setembro de 2023.
A secretária municipal de Educação acredita que a experiência também demonstra a importância de investir em propostas que dialoguem com diferentes perfis e interesses dos estudantes. “A educação precisa acompanhar os alunos e encontrar diferentes caminhos para que eles se sintam contemplados e tenham vontade de participar. Por isso, o município tem investido em ações diferenciadas, que vão além das metodologias tradicionais e tornam o aprendizado mais próximo da realidade dos nossos estudantes. Quando conseguimos despertar esse interesse, temos reflexos positivos não apenas nos índices de avaliação, mas também no desenvolvimento, na autonomia e no crescimento pessoal de cada estudante”, destacou Danielle Souza.
Para ela, o reconhecimento nacional do trabalho desenvolvido em Cubatão valoriza não apenas a iniciativa da professora Caroline, mas também a importância da formação continuada e da busca por novas estratégias de ensino que possam fazer diferença no cotidiano das escolas municipais.
Por: Secom Cubatão/MA
Fotos: Acervo pessoal


















