Recopa Sul-Americana de 2012: o título internacional do Centenário

Redação Santos Notícias

Gabriel Pierin, do Centro de Memória

Em 26 de setembro, o Santos celebra o aniversário da conquista da Recopa Sul-Americana de 2012, quando derrotou a Universidad de Chile diante de um lotado Pacaembu. O título valorizou ainda mais a conquista da Libertadores de 2011 e completou a festa da torcida no ano do Centenário santista.

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A Recopa Sul-Americana de 2012 foi o segundo título conquistado pelo Peixe na competição e o primeiro no formato que colocava frente a frente os campeões da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana. A conquista anterior, em 1968, ocorreu em um formato diferente: a competição reunia clubes sul-americanos campeões mundiais, que disputavam a vaga para a Recopa Mundial, contra equipes europeias. Na sequência, o Santos também levantou o troféu mundial, derrotando a Internazionale de Milão.

A Decisão

A Recopa de 2012 foi disputada em dois jogos. A primeira partida aconteceu na casa do campeão da Copa Sul-Americana, enquanto a volta foi realizada no estádio do campeão da Copa Libertadores.

No Chile, cerca de 45 mil pessoas lotaram o Estádio Nacional para empurrar a “La U”. Apesar da pressão da torcida adversária, o Santos dominou as ações no primeiro tempo e criou diversas oportunidades para abrir o placar. A principal delas veio em uma cobrança de pênalti, desperdiçada por Neymar, que escorregou no momento da finalização.

Na segunda etapa, a partida ficou mais equilibrada. A Universidad de Chile passou a pressionar, enquanto o Santos encontrava espaços nos contra-ataques. Nenhuma das equipes, porém, conseguiu balançar as redes. O empate sem gols levou a decisão para São Paulo, onde a torcida santista já preparava uma grande festa no Pacaembu.

Todos os ingredientes estavam reunidos para uma grande decisão. O Centenário do clube e a recente conquista do Campeonato Paulista mobilizaram a torcida, que lotou o estádio Paulo Machado de Carvalho.

Comandado por Muricy Ramalho, o Santos entrou em campo com Rafael, Bruno Peres (Éwerton Páscoa), Bruno Rodrigo, Durval, Léo (Gérson Magrão), Adriano, Arouca, Felipe Anderson, Patito Rodríguez (Miralles), Neymar e André. Do outro lado estava uma Universidad de Chile comandada por um nome que, anos mais tarde, se tornaria conhecido da torcida santista: Jorge Sampaoli.

A partida começou tensa, com a equipe chilena levando perigo e criando as melhores oportunidades nos minutos iniciais. Aos 27 minutos, porém, surgiu o gol santista. Léo interceptou um lançamento no campo defensivo, aplicou uma caneta no adversário e lançou Felipe Anderson pela ponta esquerda. Depois de avançar, o meia encontrou Neymar na entrada da área. O Menino da Vila tabelou com André e finalizou no canto direito do goleiro Johnny Herrera, marcando um belo gol e abrindo o placar da decisão.

Ainda no primeiro tempo, o trio ofensivo formado por Felipe Anderson, Neymar e Patito Rodríguez continuou atormentando a defesa da Universidad de Chile, mas não conseguiu transformar as oportunidades em novos gols.

Na segunda etapa, o Santos manteve a pressão. Aos 15 minutos, após uma cobrança de falta para a área, Bruno Rodrigo subiu de cabeça e mandou a bola para as redes, ampliando a vantagem alvinegra e dando maior tranquilidade à equipe santista, acostumada a disputar grandes decisões.

Até os minutos finais, os Meninos da Vila mantiveram o controle da partida e confirmaram a superioridade santista. O triunfo garantiu ao Santos o nono título oficial internacional de sua história, justamente no ano de seu Centenário.

Era também o sexto título em três anos daquela geração liderada por Neymar e Ganso, uma equipe que deixou sua marca na história do Santos e do futebol brasileiro e mundial.

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