Uma jovem de 22 anos foi assassinada com um tiro na cabeça dentro de sua residência em Mongaguá, no litoral de São Paulo. O principal suspeito é o namorado, de 27 anos, que foi detido pela polícia.
De acordo com as investigações, o homem inicialmente negou ser o autor do disparo, mas admitiu ter pago R$ 10 mil a outra pessoa para cometer o crime. Ele afirmou que o motivo seria o fato de a vítima manter relações como garota de programa. Apesar disso, os investigadores acreditam que ele próprio tenha efetuado o disparo e continuam apurando o caso.
O crime aconteceu na noite de sábado (9), no bairro Jardim Santana. A jovem chegou a ser socorrida em estado grave e encaminhada para um hospital em Praia Grande, mas não resistiu e morreu no dia seguinte.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi chamada por vizinhos que ouviram o disparo. Ao entrar no imóvel, os agentes encontraram a vítima caída perto da entrada da sala e um homem que se apresentou como amigo dela, relatando que o namorado havia fugido após o tiro.
A Justiça expediu mandado de prisão temporária, e o suspeito foi localizado no domingo (10) no bairro Nova Mirim. Ele estava próximo a um hospital quando foi abordado e, com ele, foram encontrados documentos, cartões, R$ 5 em dinheiro, além de uma motocicleta, dois capacetes e um celular, que foram apreendidos.
Durante o interrogatório, o acusado apresentou versões diferentes sobre o ocorrido. Antes de ser transferido para a Cadeia Pública de Peruíbe, acabou admitindo que pagou para que a namorada fosse morta, alegando estar cansado de supostas traições. Ele ainda afirmou que emprestou sua própria moto para o executor.