Maio Laranja: saiba como ajudar crianças e adolescentes vítimas de violência sexual em Santos

Redação Santos Notícias

Este é o mês do Maio Laranja, campanha nacional de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Casos de violência podem ocorrer em qualquer bairro, escola ou família – muitas vezes em silêncio. Saber reconhecer sinais, acolher a criança e comunicar a ocorrência pode interromper o ciclo e salvar vidas.

Santos possui uma rede de atendimento estruturada, com fluxo definido desde a suspeita até o acompanhamento psicossocial e jurídico. Saiba passo a passo como agir neste tipo de situação.

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A VIOLÊNCIA TAMBÉM ACONTECE EM SILÊNCIO

Nem sempre a criança consegue contar o que aconteceu. Por isso, observar mudanças repentinas de comportamento é fundamental.

Sinais físicos

  • Dores, coceiras ou sangramentos na região íntima

  • Dificuldade para sentar ou andar

  • Infecções urinárias frequentes

  • Gravidez na adolescência sem explicação clara

  • O céu da boca de bebês também pode apresentar sinais de abuso, como pequenas manchas vermelhas ou roxas.

Sinais emocionais e comportamentais

  • Mudanças bruscas de humor

  • Medo de ficar sozinho com determinada pessoa

  • Regressão (voltar a fazer xixi na cama, por exemplo)

  • Sexualização precoce ou conhecimento sexual incompatível com a idade

  • Queda no rendimento escolar

  • Isolamento ou agressividade

  • Na maioria dos casos, o agressor é alguém conhecido da criança.

COMO CONVERSAR COM A CRIANÇA

Se houver suspeita, converse com cuidado e sem pressionar. Prefira perguntas abertas:

  • “Você quer me contar o que aconteceu?”

  • “Alguém fez algo que te deixou triste ou com medo?”

  • “Alguém tocou seu corpo de um jeito que você não gostou?”

  • “Isso aconteceu mais de uma vez?”

Evite:

  • Perguntas sugestivas (“Foi o fulano?”)

  • Julgamentos (“Por que você não contou antes?”)

1- TRÊS MEIOS DE COMUNICAR

Qualquer pessoa pode comunicar a rede de proteção assim que testemunhar ocorrências. A identidade pode ser mantida em sigilo. Confira os canais principais:

  • Disque 100 – Canal nacional gratuito e anônimo

  • 190 – Emergência (se houver risco imediato)

  • Conselho Tutelar de Santos – porta de entrada da rede de proteção

(Central: 3234-1746 e 99713-9151; Zona Leste: 3289-7141 e 99751-9098 e Zona Noroeste: 3299-6676 e 99713-2867)

2- SUSPEITAS OU REVELAÇÃO ESPONTÂNEA

A porta de entrada pode ser:

  • Conselhos Tutelares (Central, Zona Leste e Zona Noroeste

  • Escolas

  • Unidades de saúde (confira abaixo)

  • Delegacia

  • CREAS

Esses serviços iniciam o encaminhamento e proteção.

ABUSO ATÉ 72 HORAS

A criança ou adolescente deve receber atendimento médico imediato em uma UPA ou hospital. Nas primeiras 72 horas, é possível:

  • Prevenir ISTs e HIV

  • Evitar gravidez

  • Coletar provas importantes (é feito pelo IML)

DEPOIS DE 72 HORAS

Se ultrapassado o período, o atendimento é encaminhado/deve ser realizado por policlínicas da região, onde haverá acolhimento e orientações gerais.

PAIVAS

Após essa etapa, a criança ou adolescente é encaminhado pela rede primária e UPA ao Paivas (Programa de Atenção Integral às Vítimas de Violência Sexual) – exclusivo para residentes de Santos, que receberão atendimento médico e psicossocial.

3- REGISTRO POLICIAL

A Delegacia da Mulher (Rua Assis Corrêa, 50 – Gonzaga – Tel.: (13) 3223-9670) também atende casos de violência sexual contra crianças e adolescentes e realiza investigação e produção de provas.

Etapas:

  • Boletim de ocorrência

  • Investigação policial

  • Encaminhamento ao Ministério Público e Justiça

4- ATENDIMENTO PSICOSSOCIAL E JURÍDICO

A vítima e a família recebem acompanhamento por serviços especializados, como:

  • PAIVAS (Programa de Atenção Integral às Vítimas de Violência Sexual)

  • CREAS – atendimento social e encaminhamento jurídico

  • Encaminhamento jurídico e medidas protetivas

O CREAS atua articulando serviços e acompanhando o caso para reduzir danos e garantir proteção.

5- PROTEÇÃO E ACOLHIMENTO

Se houver risco:

  • Acolhimento institucional pode ser acionado, dependendo da avaliação

  • Acompanhamento contínuo da rede de proteção

6- SE VOCÊ SUSPEITA, NÃO SE CALE

A violência sexual só continua quando permanece em segredo. Uma atitude pode interromper o abuso e iniciar a proteção. Acredite na criança, comunique e proteja.

Com o objetivo de reforçar a proteção à infância e ampliar a conscientização da sociedade sobre o combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, Santos integra a campanha do Maio Laranja.

A iniciativa, que ocorre em todo o Brasil, ganha força com eventos educativos e mobilizações ao longo do mês, abordando a importância da prevenção de ocorrências e do acolhimento às vítimas. Confira mais em https://www.santos.sp.gov.br/?q=noticia/maio-laranja-programacao-em-santos-combate-a-violencia-sexual-contra-menores

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