Unindo esporte e ação social, a edição de estreia da Corrida da Esperança foi um grande sucesso na manhã deste domingo (12), em Santos. A prova, que teve parte da renda destinada ao exemplar trabalho realizado pela Casa da Esperança de Santos, reuniu 2.500 inscritos, com lotação máxima, que completaram os percursos de 5 ou 10 quilômetros, tendo a orla da praia como cenário, com largada e chegada junto ao Aquário Municipal, na Ponta da Praia.
Houve, ainda, uma caminhada esportiva, de dois km. Mais do que buscar seu melhor tempo ou a medalha, a maioria estava ali com o propósito de ajudar a entidade, que atende, gratuitamente, crianças com deficiências motoras, deficiências intelectuais com limitações motoras e intervenção precoce a recém-nascidos de risco.

O tempo ajudou e o sol garantiu um visual ainda mais bonito com a avenida da praia lotada de atletas. Nos 10 km, vitórias de Ricardo Torres de Souza, de São Paulo, e da bicampeã santista 2023 e 2024, Valéria Cristina. Nos 5km, quem levou a melhor foi David Felix, de Praia Grande, entre os homens e Ivanilda Pereira, entre as mulheres.
SIGNIFICADO MAIOR
Para David, vencer a Corrida da Esperança teve um significado ainda maior. “Primeiro que corremos por uma causa – e isso é muito importante – e para mim teve relevância, porque fui vítima de depressão muito forte e, por pouco, não estaria aqui. Hoje corro em alto nível, porque é consequência dos treinos, mas a minha corrida é justamente por esperança a cada dia. Então, para mim, teve um sentido ainda maior”, disse.

Ivanilda também destacou a ação social na corrida e comemorou a vitória. “A prova foi maravilhosa. Adorei participar, ainda mais por ser em prol da Casa da Esperança. Gratificante. Além de fazer o que eu amo, que é correr, poder ajudar o próximo é muito bom. Eu vim para ficar entre as três e consegui a vitória. Muita felicidade”, ressaltou.


No percurso maior, o campeão vibrou por vencer em Santos. “Só tenho a agradecer a recepção de todos. Foi uma corrida muito boa, percurso maravilhoso, plano, visual lindo. Só agradecer a Deus”, vibrou Ricardo.
Já no feminino, Vanessa Cristina comemorou voltar ao lugar mais alto do pódio. “Estou voltando de uma lesão e a confiança demora para ter, mas estou encaixando e fiz uma prova muito boa. Fui me desafiando e foi excepcional”, disse a bicampeã santista, da equipe The One.

IMPACTO SOCIAL
Mais do que motivar as pessoas a praticarem atividade física e ter qualidade de vida, a Corrida da Esperança alcançou um impacto social importante, que vai além da linha de chegada e colabora diretamente com a entidade beneficiada, além da ajuda financeira. O presidente da Casa da Esperança, Luiz Fernando Caramico de Carvalho, explicou que a divulgação teve reflexo nas redes sociais da entidade e na procura.
“Impressionante. Muita gente entrou e é uma oportunidade de ter mais colaboradores. Ter uma corrida nossa era um sonho antigo e para realizar uma prova nós vimos toda a complexidade. Foi quando o pessoal da DBueno ofereceu essa parceria, abraçou a causa e estamos tendo esse sucesso. A gente vive de arrecadação, muito importante, mas a divulgação que gerou foi espetacular”, contou.

Denis Bueno, organizador da corrida e nesse segmento há 40 anos, realizar uma prova que beneficiasse uma entidade santista era um desejo antigo. “Há mais de dez anos organizamos a Corrida do Graacc e nos perguntavam: por que não fazem com uma instituição da Cidade, apesar de que o Graacc também cuida de pessoas daqui. E escolhemos a Casa da Esperança pelo seu trabalho maravilhoso e vamos doar uma parte das inscrições”, lembrou.
“Foi a corrida de estreia, a primeira de muitas. Tivemos 2.500 inscritos, que para um primeiro ano, um bom número e todos estão felizes”, comentou.

A Corrida da Esperança teve patrocínio da Santos Brasil, com apoio da Unimed Santos, Edex Incorporadora e A Esportiva. Colaboração da Prefeitura de Santos, Nosso Hortifruti, Sanmell Motos e Fotop, com organização da DBueno Eventos e supervisão da Federação Paulista de Atletismo.