Cubatão se despede do escultor Luis Garcia Jorge, autor de obras que contam a história da cidade

Redação Santos Notícias

Cubatão perdeu, nesta quinta-feira (20), o escultor Luis Garcia Jorge, artista espanhol que chegou ao Brasil na década de 1960 e dedicou mais de seis décadas à escultura. Em Cubatão, deixou obras que homenageiam personagens importantes da história da cidade e que hoje fazem parte da paisagem urbana. Luiz Garcia tinha 95 anos de idade e dedicou-se ao ofício artístico até pouco tempo.

No Píer de Cubatão estão duas de suas últimas obras: as esculturas de Afonso Schmidt e do Rei Pelé. As peças fazem parte do conjunto que ajuda a preservar, por meio da arte, a memória de personalidades ligadas à história e à cultura brasileira. Garcia Jorge também é autor do busto de José Edgar da Silva, instalado no Bloco Cultural de Cubatão, equipamento que leva o nome do advogado e político que teve participação na história do Município. E ainda: o monumento do barqueiro, situado no Largo do Sapo; o busto de Giusfredo Santini, na entrada da cidade; o busto de Mario dos Santos, no Camp; o busto de Ayres Coutinho, no Parque Anilinas.

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Na Praça dos Emancipadores, em frente à Prefeitura, mais uma criação. O obelisco reúne as esculturas do rosto dos emancipadores de Cubatão, em uma representação dos personagens que participaram do movimento pela emancipação política da cidade.

“A Cidade perde um grande artista, mas fica o legado de alguém que ajudou a contar a nossa história por meio da arte. As obras de Luis Garcia Jorge estão nos lugares por onde os cubatenses passam todos os dias e, muitas vezes, fazem parte da paisagem desde a infância. Elas nos lembram quem somos, de onde viemos e ajudam a criar esse sentimento de pertencimento à nossa cidade. É uma perda que sentimos profundamente, mas seu trabalho permanecerá vivo na memória dos cubatenses e nas ruas de Cubatão”, afirmou o prefeito César Nascimento.

Presença em toda a Baixada – O trabalho de Garcia Jorge também está espalhado por outras cidades da Baixada Santista. Em Santos, onde viveu e construiu grande parte de sua carreira, são 23 esculturas públicas, entre estátuas, bustos e hermas. Entre as obras estão o Monumento a Cristóvão Colombo, nos jardins da orla, o conjunto de Dom Quixote e Sancho Pança, no Centro Espanhol de Santos, e o busto do Visconde de Mauá, na Praça Mauá. O artista também realizou trabalhos de restauração, como o do monumento Corretor de Café, no Centro Histórico de Santos. Sua produção também pode ser encontrada em outros municípios da região.

Obras que permanecem – As esculturas de Luis Garcia Jorge estão em locais de circulação de moradores e visitantes. São obras que podem ser encontradas no cotidiano da cidade e que, além do aspecto artístico, registram personagens e momentos importantes da história de Cubatão.

Nascido em Zamora, na Espanha, o escultor estudou Belas Artes antes de se mudar para o Brasil. Na Baixada Santista, construiu sua carreira e manteve seu trabalho ativo por décadas. A Prefeitura de Cubatão lamenta o falecimento de Luis Garcia Jorge e manifesta solidariedade aos familiares, amigos e admiradores do artista. Seu trabalho permanece em Cubatão, nas obras que deixou em praças e espaços públicos e que continuarão fazendo parte da paisagem e da memória da cidade.

Por: Secom Cubatão
Foto: Arquivo




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