“O diagnóstico de diabetes tipo 1 do meu filho, Breno, veio no ano passado, aqui no Ambesp-NT, quando ele estava com 7 anos. Ao receber a notícia, foi como se um buraco se abrisse, gerou um luto. Quando ele retornou para a escola, recebeu acolhimento e carinho. Penso que esse conhecimento não pode ficar somente com ele. A educação em diabetes é libertadora e ajuda a pessoa a ter qualidade de vida a partir do conhecimento de quem está ao redor”.
A fala é da nutricionista Vera Cristina Mendes de Jesus, idealizadora do 1º Encontro sobre Educação em Diabetes da Baixada Santista, no Ambulatório de Especialidades Nelson Teixeira (Ambesp-NT), Centro de Referência em Diabetes Mellitus Tipo 1 do SUS santista. O evento, que teve como objetivo auxiliar os profissionais da rede municipal diante dos desafios relacionados ao diagnóstico, contou com o apoio da Secretaria de Saúde.
Os participantes tiveram acesso a conteúdos multidisciplinares apresentados por profissionais que atuam no Centro de Referência em Diabetes Mellitus Tipo 1. Atualmente, o serviço atende 415 pacientes, sendo uma criança de 3 anos a mais jovem.
Integrante do Programa Saúde na Escola pela Secretaria Municipal de Educação (Seduc), Kátia Ramires destacou o caráter interdisciplinar do evento e a importância da integração entre Educação, Saúde e famílias. “Somos uma rede e, quando esse conhecimento chega à Educação, proporciona mais segurança ao nosso trabalho, realizado sempre em parceria com as famílias. Já organizamos formações presenciais sobre diabetes tipo 1 com nossas equipes, em parceria com o Ambesp-NT, e essas informações nos deixam mais seguros para adotar as medidas e os protocolos necessários”.

TEMAS
A enfermeira Sandra Teófilo abriu com informações gerais, abordando características da doença, manifestações, medição da glicose e cuidados com a insulina. “A insulina deve ser armazenada na geladeira, mas nunca na porta”.
Na sequência, a nutricionista Mariana Gonçalves Manetta abordou a contagem de carboidratos. “Têm maior influência na glicemia. A alimentação deve ser equilibrada e incluir frutas, vegetais, grãos integrais, fibras, proteínas e gorduras de boa qualidade”.
Já a psicóloga Corina Ribeiro falou sobre ansiedade e outros fatores psicossociais relacionados à rotina de crianças e adolescentes com diabetes tipo 1. “Podem afetar o controle do diabetes, principalmente entre crianças e adolescentes, além de exigir adaptações na rotina após o diagnóstico”.
Por fim, o cirurgião-dentista e gerente do Ambesp-NT, Vinicius Pioli Zanetin, explicou a relação entre diabetes e saúde bucal. “Quando o diabetes está descompensado, há maior risco de problemas como gengivite, periodontite e dificuldade de cicatrização. Nas crianças, o controle inadequado também pode trazer consequências para a saúde bucal”.