A Prefeitura de Itanhaém, por meio do Departamento de Inclusão Escolar, realizou nos dias 28 e 29 de setembro, uma formação para Profissionais de Apoio à Inclusão Escolar (PAIEs) e estagiários que acompanham alunos da inclusão na rede municipal. O encontro trouxe situações do cotidiano escolar e orientações sobre manejo de comportamentos, comunicação, primeiros socorros e segurança.
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No primeiro dia, a formação foi conduzida pela fonoaudióloga Tatiana De Ângelo, supervisora técnica do Programa Cuidar, com o tema “Manejo de Comportamentos: compreender para intervir”.
Os participantes aprenderam a identificar sinais que podem anteceder uma crise e fatores que contribuem para a perda da regulação, como fome, sono, dor e cansaço. Também receberam orientações sobre como agir durante esses episódios.
Segundo Tatiana, durante uma crise, é importante reduzir os estímulos e evitar atitudes como gritos, barulho, ameaças, desafios e o acúmulo de pessoas ao redor do aluno.
“Durante uma crise, o cérebro prioriza sobreviver, e não raciocinar. Então, não é o momento de tentar ensinar nada para a criança. Isso deve ser feito quando ela está calma”, explicou.
Os profissionais também compartilharam situações vivenciadas nas Unidades de Ensino e tiraram dúvidas sobre diferentes casos.
Para a PAIE Rafaela Martins Leocádio, as capacitações têm contribuído para que ela compreenda melhor as necessidades dos alunos e saiba como agir diante de diferentes situações.
“Hoje consigo perceber melhor os sinais e agir de forma preventiva, o que tem ajudado bastante no dia a dia com meus alunos”, relatou.
A comunicação dos alunos não verbais também esteve entre os temas. Tatiana apresentou recursos utilizados pelo Programa Cuidar, como o flip book, uma tabela com imagens que permite ao aluno indicar necessidades e atividades, como brincar ou ir ao banheiro.
Primeiros socorros
No segundo dia, o diretor técnico operacional da Defesa Civil, Alessandro Pires, apresentou orientações sobre a Lei Lucas e a Brigada Escolar.
A Lei Lucas, instituída pela Lei Federal nº 13.722/2018, recebeu esse nome em homenagem a Lucas Begalli Zamora, de 10 anos, que morreu após se engasgar durante uma excursão escolar, em 2017. Após a morte do filho, a família iniciou uma mobilização para que a capacitação em primeiros socorros se tornasse obrigatória nas instituições de ensino.
A legislação determina que estabelecimentos de ensino e de recreação infantil, públicos e privados, capacitem professores e funcionários em noções básicas de primeiros socorros, com treinamento adequado à faixa etária atendida.
Durante a atividade, os participantes realizaram uma dinâmica prática e aprenderam como agir em situações como engasgamentos, parada cardíaca e convulsões.
Alessandro também abordou situações de risco e esclareceu dúvidas sobre segurança, incluindo cuidados com equipamentos elétricos, tomadas e procedimentos em casos de incêndio.
A PAIE Yzabelli Pantarotte destacou a importância do treinamento para o trabalho nas escolas.
“É importante porque, por meio dessas formações, a gente se sente mais segura e preparada para cuidar dos nossos alunos”, afirmou.
Para a diretora da Educação Inclusiva, Natália Garzin, a capacitação dos profissionais deve acompanhar as diferentes situações encontradas no cotidiano das escolas e fazer parte da rotina da rede municipal.
“Investir em formação é a melhor maneira de garantir que a inclusão seja realizada de forma segura e com qualidade. As formações realizadas fazem parte de um trabalho contínuo de acompanhamento e orientação dos profissionais que atuam diretamente com os estudantes. Os encontros permitem abordar novas estratégias, revisar procedimentos e discutir situações observadas nas Unidades de Ensino, aproximando o conhecimento técnico das necessidades encontradas no dia a dia”, afirmou.
A iniciativa envolveu a atuação integrada de diferentes setores, como Educação, Saúde e Defesa Civil, preparando os profissionais para lidar tanto com as necessidades específicas dos alunos quanto com situações de emergência.
Para o secretário de Educação, Hugo Di Lallo, o objetivo é fortalecer as práticas de inclusão e oferecer aos estudantes condições adequadas para participação e aprendizagem, com uma equipe preparada para reconhecer suas necessidades e atuar de maneira segura no ambiente escolar.