Um idoso de 73 anos, morador de Santos, no litoral de São Paulo, foi vítima do chamado golpe do falso advogado e teve um prejuízo de R$ 10 mil. Os criminosos se passaram pela advogada que o representa em um processo judicial e por um suposto promotor de Justiça para enganá-lo.
O golpe ocorreu no dia 6 de janeiro, quando o aposentado recebeu mensagens pelo WhatsApp de um número que utilizava a foto e o nome de sua advogada. Na conversa, a falsa profissional informou que a ação judicial da qual ele participa teria sido concluída com decisão favorável.
Pouco tempo depois, um homem entrou em contato por telefone, dizendo ser promotor de Justiça ligado ao Superior Tribunal de Justiça. Ele afirmou que seria necessário o pagamento de determinadas taxas para liberar os valores supostamente ganhos no processo.
Segundo o relato da vítima, o contato com o falso promotor durou cerca de duas horas, período em que ele recebeu instruções detalhadas sobre como realizar as transferências bancárias. Mesmo desconfiado, o idoso acabou efetuando o pagamento, acreditando que o valor seria devolvido após a liberação do dinheiro.
Durante a abordagem, os golpistas exerceram forte pressão psicológica, tanto por ligações quanto por mensagens, alegando que o não cumprimento das exigências poderia resultar no arquivamento do processo. Para dar aparência de legitimidade à fraude, chegaram a enviar imagens de reuniões institucionais.
Além da transferência inicial, os criminosos ainda tentaram realizar outras movimentações financeiras, com valores variados, inclusive por meio de links de pagamento ligados a uma loja sem relação com a suposta ação judicial. Com os dados obtidos, também tentaram abrir uma conta em um banco digital em nome da vítima.
Após perceber o golpe, o idoso notou que o perfil utilizado para se passar por sua advogada teve a foto alterada diversas vezes, o que levanta a suspeita de que a mesma conta esteja sendo usada para enganar outras pessoas. Até o momento, ele não conseguiu recuperar o valor perdido.