Com respeito ao passado, pé no presente e projetada para o futuro, a mostra “Santos 480 anos – Berço do Brasil Moderno” foi aberta na última terça-feira (23), na Pinacoteca Benedicto Calixto (Av. Bartholomeu de Gusmão, 15, Boqueirão). A exposição segue até o dia 10 de maio, com visitação de terça a domingo, das 9h às 18h, e convida o público a uma imersão na história da Cidade, destacando o seu protagonismo na construção do Brasil moderno.
A iniciativa integra as comemorações dos 480 anos de Santos e abre a programação do 4º Arte na Pinacoteca 2026. A proposta é percorrer a trajetória da Cidade a partir de sua relação com o território, o porto e as rotas comerciais que ajudaram a moldar o país.
Durante a abertura, o prefeito Rogério Santos ressaltou a importância de preservar a memória e o papel histórico do município. “Quando contamos a história de uma cidade como Santos, estamos contando a história do Brasil. Dos engenhos ao ciclo do café, do Centro Histórico ao desenvolvimento urbano, o município se destaca em diferentes momentos do país”, afirmou.
PÚBLICO
Segundo o presidente do Casarão Branco, Roberto Clemente Santini, a expectativa é de grande participação. “A Pinacoteca já recebe cerca de seis mil visitantes por mês, e a ideia é atrair cada vez mais pessoas para conhecer não só o espaço, mas a história da Cidade. Isso amplia o interesse e fortalece a valorização da memória”, destacou.
Os visitantes poderão revisitar etapas decisivas da formação econômica e social, como o ciclo do açúcar, a expansão do café, a implantação das ferrovias e a ligação entre o litoral e outras cidades.
CURADORIA
Com curadoria de Carlos Zibel, Antonio Carlos Cavalcanti Filho, Ana Kalassa El Banat e Marjorie de Carvalho Fontenelle de Medeiros, a exposição reúne registros históricos, como mapas e imagens, que revelam a transformação de Santos ao longo dos séculos, das trilhas indígenas à consolidação do porto.
A curadora Ana Kalassa destacou que a proposta vai além de revisitar o passado, convidando à reflexão sobre o presente e o futuro. “É uma trajetória longa, marcada por episódios heróicos e curiosos, que despertam o interesse de todos. A ideia é que o público reconheça, a partir desses marcos, o processo que consolidou Santos como um polo de inovação e conhecimento, contribuindo para pensar a cidade que queremos construir”.
ACERVO HISTÓRICO
A Fundação Arquivo e Memória de Santos teve papel fundamental na construção da mostra, contribuindo com documentos, fotografias e materiais cartográficos que ajudam a contar a história da Cidade. Segundo o presidente da instituição, Leo DelFino, a participação foi essencial para garantir suporte histórico e didático à exposição.
“A Fundação guarda o acervo da cidade, que dialoga diretamente com a proposta da mostra e com o trabalho da Pinacoteca de valorizar a história, a arte e a cultura. Contribuímos com esse conteúdo e também na definição da melhor forma de apresentá-lo ao público”, ressaltou.
A mostra é uma ação cultural realizada pelo Ministério da Cultura, com patrocínio de empresas do setor logístico e portuário, e iniciativa da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto.