Professor da rede municipal compartilha seu diagnóstico de autismo e fala da importância da inclusão e do respeito

Redação Santos Notícias

Neste 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a Prefeitura de Itanhaém destaca a história do professor Marcus Vinícius Schmidt de Ávila, da EM Maria Aparecida Soares Amêndola, que encontrou no diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) um caminho para o autoconhecimento e para fortalecer sua atuação na educação.

Marcus recebeu o diagnóstico em 2024, aos 26 anos de idade. Embora já desconfiasse, ele conta que a confirmação trouxe alívio e um sentimento de validação. “Isso me ajudou a me entender melhor”, afirma.

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Ao olhar para o passado, o professor reconhece que sempre apresentou características comuns às pessoas no espectro, especialmente dificuldades no aspecto social. Durante muitos anos, tentou esconder comportamentos para se sentir aceito. “Eu me sentia deslocado em várias situações. Sofri bullying por algumas estereotipias e tentava me adaptar para evitar julgamentos”, relembra.

Com o diagnóstico, Marcus passou a enxergar sua trajetória com mais clareza e compreensão. “Percebi que não preciso esconder quem eu sou para me encaixar”, destaca.

No ambiente escolar, ele encontrou acolhimento. O apoio dos colegas e a relação com os alunos são apontados como fundamentais em sua rotina. “Me sinto muito grato por trabalhar com pessoas que me respeitam e me acolhem. Isso faz toda a diferença.”

Apesar dos avanços na conscientização, o professor chama atenção para o capacitismo ainda presente na sociedade. Comentários como “nem parece que você é autista”, embora muitas vezes ditos sem intenção de ofender, acabam reforçando estereótipos e invalidando vivências. “Isso cria uma ideia equivocada de que existe um ‘jeito certo’ de ser, explica.

Marcus também reforça que o autismo é um espectro, ou seja, existem diferentes perfis, habilidades e desafios. “O TEA não define a capacidade de ninguém. As pessoas devem ser avaliadas pelo que sabem fazer, não por rótulos.”

Para ele, a escola tem papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa. Em sala de aula, busca ir além do conteúdo pedagógico, pregando o respeito às diferenças, a empatia e a valorização da diversidade. “A educação também é sobre formação humana. Precisamos preparar os alunos para conviver com respeito e inclusão.”

O professor ainda destaca a importância de olhar individualmente para cada estudante, respeitando suas particularidades. “Cada aluno tem seu tempo, seus interesses e suas potencialidades. Cabe a nós, educadores, criar caminhos para que todos possam se desenvolver.”

Neste Dia Mundial de Conscientização do Autismo, Marcus deixa uma mensagem para outras pessoas autistas: “Está tudo bem sermos quem somos, do nosso jeito e no nosso tempo. O autismo faz parte da nossa história, mas não nos limita. Nossa existência é importante e merecemos respeito, espaço e acolhimento.”

Para a Prefeitura de Itanhaém, a inclusão é um compromisso coletivo. Todos os dias é dia de combater o preconceito e promover o respeito às diferenças, para que todas as pessoas tenham o direito de ocupar os espaços que desejarem. Na educação, no trabalho e na vida.

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