O uruguaio Carlos Adrian Manccini Piriz, de 36 anos, que morreu após ser atingido por um disparo durante a virada do ano em Guarujá, já havia tido passagens pela Justiça brasileira. Em 2023, ele chegou a ser detido no país por suspeita de envolvimento em crimes de fraude e receptação, mas foi liberado posteriormente. Como o processo tramitava sob sigilo, não há confirmação se ele ainda era considerado foragido à época.
No ano seguinte, a Justiça brasileira autorizou que Piriz fosse extraditado para o Uruguai, onde deveria cumprir pena. Não há, porém, informações oficiais sobre o cumprimento dessa decisão, e ele vivia no estado de São Paulo antes do ocorrido.
As circunstâncias judiciais envolvendo o uruguaio, no entanto, não têm relação com o episódio que resultou em sua morte. De acordo com as autoridades, Carlos foi atingido acidentalmente durante um confronto ocorrido na Praia da Enseada, na madrugada do dia 1º de janeiro. A situação teria começado com uma tentativa de assalto contra um policial à paisana, que reagiu ao perceber uma ameaça. Durante a confusão, os suspeitos fugiram e um disparo acabou atingindo o turista.
Investigações anteriores apontavam que Piriz era alvo de um pedido de extradição feito pelo governo uruguaio, sob a acusação de aplicar dezenas de golpes pela internet. As fraudes envolviam falsas vendas de produtos como peças automotivas, suplementos e calçados, causando prejuízo financeiro a diversas vítimas. Ele chegou a ser preso preventivamente no Brasil para fins de extradição, mas a defesa tentou impedir o envio ao país de origem, sem sucesso.
Na noite do Réveillon, Carlos foi baleado no abdômen enquanto acompanhava as comemorações. Ele chegou a ser socorrido e levado ao hospital, onde permaneceu internado em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no mesmo dia.
Testemunhas apresentaram versões divergentes sobre o ocorrido, algumas afirmando que não houve troca de tiros e que apenas o policial efetuou os disparos. Familiares da vítima também questionam a conduta do agente, alegando que o suposto assaltante não estaria armado.
A arma do policial foi apreendida para perícia, e o caso segue sendo apurado. As investigações buscam esclarecer a dinâmica dos fatos, identificar os envolvidos e apurar eventuais responsabilidades.