Festa de Iemanjá ocupa a Ponta da Praia, em Santos, no próximo domingo

Redação Santos Notícias

“Quanto nome tem a Rainha do Mar? Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá, Inaê, Sereia, Mucunã, Maria, Dona Yemanjá. Onde ela vive? Onde ela mora?” Este trecho, da canção ‘Yemanjá Rainha do Mar’, de Maria Bethânia, exalta esta divindade tão cultuada em nosso País.

Em Santos a tradicional festa, que inclui procissão marítima, terrestre e muitas outras atrações, será realizada no próximo domingo (22), a partir do meio-dia, na Ponta da Praia (imediações do Aquário Municipal). As crenças e homenagens a Iemanjá ocorrem em todo território nacional, sendo uma das manifestações religiosas e culturais mais expressivas do nosso País.

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Em Santos, a festividade faz parte do Calendário Oficial de Eventos do Município e está em sua 26º edição. A programação, realizada pela Secretaria de Cultura, é aberta ao público e tem coordenação religiosa do babalorixá Marcelo de Ologunédé:

12h – Abertura com o Grupo de Dança Ballet Irani

12h15 – Curimbas – Alucivo a Umbanda

12h35 – Royce do Cavaco

13h10 – Maracatu Quiloa

13h30 – Grupo Musical Afoxé Oba Aláàfin

14h – ‘Chegada do Presente de Iemanjá’

16h – Procissão terrestre

17h – Procissão marítima (17h)

O nome Iemanjá (ou Yemanjá) tem origem no idioma yorubá, derivado da expressão “Yéyé Omó Ejá”, que, em tradução literal, significa “mãe cujos filhos são peixes”. Sua imagem, associada à proteção, à fertilidade e também ao poder feminino, segue inspirando artistas e devotos, reafirmando a importância das tradições afro-brasileiras no cenário artístico nacional. Iemanjá é conhecida por seus atributos maternais: a Rainha do Mar deu origem aos outros orixás cultuados na religião iorubá (e nas crenças afro-brasileiras).

É comum que os devotos recorram a ela quando buscam acolhimento, amor e compreensão. No Brasil Colônia, os iorubás escravizados precisaram usar estratégias de sobrevivência para manter vivo o imaginário de Iemanjá e dos outros orixás. Para disfarçar seus ritos (que eram proibidos pelo cristianismo), eles associaram as entidades africanas às imagens cristãs.

Foi assim que Iemanjá acabou sendo “misturada” com uma outra figura também chamada de “Mãe de Todos”: a Virgem Maria. Nesse processo de fusão entre crenças, a Rainha do Mar também é associada a Nossa Senhora dos Navegantes e a Nossa Senhora das Candeias.

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