‘Casa cofre’ em Paraisópolis pertence a quadrilha especializada em roubo e furto de celulares, diz PM
O imóvel utilizado como “casa cofre” em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, pertencia a uma quadrilha especializada de furto e roubo de celulares. A descoberta feita pela Polícia Militar na madrugada desta terça-feira (3) indicou que o local tinha segurança reforçada e os suspeitos utilizavam papel de alumínio para dificultar ou inibir o sinal de rastreamento dos aparelhos subtraídos.
Na residência, foram localizados 96 celulares de alto custo. Todos os aparelhos estavam desligados e passarão por perícia e conferência do número do Imei (Identificação de Equipamento Móvel) para localizar o proprietário.
Além disso, a polícia recolheu 11 notebooks, oito relógios de pulso, duas máquinas de cartão, quatro carregadores de munição, um revólver e cerca de 200 munições. A estimativa é que os itens apreendidos sejam avaliados em cerca de R$ 300 mil.
Produtos apreendidos pela PM em Paraisópolis Foto: Divulgação/Governo de SP
“Estamos falando no contexto de organização criminosa. Os celulares envoltos de papel alumínio, a arma de fogo e as munições de diversos calibres encontradas levam a crer que os suspeitos são especialistas nesse tipo de crime”, disse o tenente Michael Silva, que participou da ação.
O tenente também comentou que a entrada da casa era reforçada com um portão de ferro. Na passagem da equipe pelo local, a porta da casa estava entreaberta e com as luzes acesas. Uma das máquinas de cartão estava no chão com diversos papéis de alumínio ao redor.
O caso foi registrado como receptação e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e de uso permitido no 89º Distrito Policial do Jardim Taboão.
A Polícia Civil investiga a procedência dos bens apreendidos e trabalha para localizar os suspeitos que usavam o imóvel.
Queda nos furtos e roubos de celulares
Os crimes de furto e roubo de celulares caíram na capital paulista em janeiro deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado.
No último mês, foram registradas 4,2 mil queixas de roubo de aparelhos nas delegacias. O número é 22% menor se comparado ao ano anterior, que registrou 5,4 mil boletins relacionados ao crime. Em relação aos furtos, a quantidade caiu de 7,5 mil para 7,3 mil este ano, redução de 3%.