Há três anos, a vida de Gisele mudou para sempre. Ela perdeu a mãe em decorrência da dengue, uma doença transmitida por um mosquito pequeno, mas capaz de provocar consequências irreparáveis. A história de Gisele é uma entre milhares de famílias brasileiras que tiveram suas vidas marcadas pelo Aedes aegypti. Por trás de cada número das estatísticas existem histórias interrompidas, sonhos desfeitos e famílias que convivem diariamente com a cadeira vazia na mesa e a saudade. E é para evitar que histórias como a da Gisele se repitam que a informação e a prevenção são as maiores aliadas da população.
As Secretarias Municipais de Saúde e de Educação realizaram, nesta quinta-feira (2), a 1ª Capacitação de Brigadistas Escolares de Controle ao Aedes aegypti, reunindo representantes das unidades escolares para falar sobre as ações de prevenção dentro das escolas municipais.
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A formação está sendo ministrada pelo agente de combate às endemias Hudson Batista Tito, que apresenta todo o ciclo de vida do mosquito, explica como identificar possíveis criadouros e orienta sobre as medidas necessárias para impedir sua proliferação. Cada unidade escolar contará com dois brigadistas capacitados, responsáveis por acompanhar continuamente as condições da escola e incentivar a adoção das medidas preventivas.
Além do monitoramento constante, os brigadistas também serão responsáveis por registrar as ações desenvolvidas nas unidades escolares, como solicitações de limpeza de caixas d’água, poda de árvores, eliminação de possíveis criadouros e outras medidas de prevenção.
Para a servidora Marta Palladino, da EM Olga Lopes de Mendonça, a capacitação representa uma importante ferramenta de conscientização.
“O Aedes tem se espalhado cada vez mais e o conhecimento adquirido aqui será levado para todos os meus colegas. Assim poderemos combater o mosquito juntos, envolvendo toda a comunidade escolar.”

Quem também destacou a importância da iniciativa foi Antônio Tadeu Costa Peixoto, da EM Jeanette Schiasi Casarin. Segundo ele, compreender todas as fases do desenvolvimento do mosquito faz a diferença para identificar riscos e agir antes que o problema aconteça.
Durante a capacitação, a enfermeira Josie Teixeira também alertou sobre as consequências das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, especialmente para as gestantes, reforçando a importância do uso diário de repelente e da adoção de medidas preventivas.
De acordo com o agente de combate às endemias Hudson Batista Tito, a capacitação continua nesta sexta-feira (3). Em seguida, cada escola receberá uma visita técnica da equipe de combate às endemias. Na prática, os brigadistas aprenderão a identificar pontos críticos, eliminar criadouros e aplicar corretamente todas as ações de prevenção dentro das unidades escolares.
A iniciativa é parte de um trabalho permanente entre Saúde e Educação, incentivando a prevenção desde cedo e transformando as escolas em multiplicadoras de informação. Afinal, combater o Aedes aegypti é uma responsabilidade coletiva e cada atitude pode preservar vidas.