Gestação do coração: Professora da rede municipal realiza o sonho de ser mãe através da adoção

Redação Santos Notícias

Nem toda gestação acontece na barriga. Algumas começam nos sonhos, são nutridas pela determinação, cultivadas com paciência e florescem com a perseverança. Assim é a história da professora da rede municipal Guacyra Rosseto Dias, que aguardou quase duas décadas para realizar o sonho de ser mãe.

Em um relacionamento estável há 18 anos, ela conta que o desejo de ter um filho surgiu logo no primeiro ano juntos. No entanto, as tentativas não traziam o resultado esperado.

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Após exames mais aprofundados, veio o diagnóstico de endometriose, e os tratamentos acabaram reduzindo ainda mais as chances de uma gestação.

Mas foi durante a pandemia que tudo começou a mudar. Guacyra teve um sonho marcante: segurava um bebê nos braços. A sensação foi tão real e intensa que trouxe uma certeza imediata. “Foi um sonho muito forte. Quando acordei, não tive dúvidas. Decidi que queria adotar”, relembra.

O processo de adoção durou cerca de um ano e oito meses, entre cursos, etapas e a espera. Até que, em fevereiro de 2022, veio a ligação que transformaria sua vida para sempre.

Com apenas um mês de vida, a pequena Letícia chegou à família. “Quando eu a peguei nos meus braços, entendi que ela sempre foi minha filha.”

Para mulheres que sonham com a maternidade, mas ainda têm receio da adoção, Guacyra deixa uma mensagem de incentivo: “Se esse é realmente o seu desejo, não tenha medo. A criança que está preparada para ser sua vai chegar até você, por qualquer caminho.”

Para ela, ser mãe é a maior conexão que um ser humano pode viver. “Existem duas Guacyras: uma antes da maternidade e outra que nasceu junto com a Letícia. Ser mãe é um amor que transforma tudo.”

 

 

Com 4 anos de idade, Letícia está crescendo em um lar cheio de amor e de verdades. Ela já sabe que existem filhos que nascem da barriga e filhos que nascem do coração. “Eu não saí da barriga da mamãe, porque a barriga dela não fazia filhos. Então, outra pessoa me fez pra ser a filhinha dela”, conta.

Com vários livros infantis que falam sobre a adoção nas mãos, Guacyra diz que está criando a filha desde sempre com transparência. “Eu quero que ela cresça sabendo que a conexão entre mãe e filha independe de laços sanguíneos. E principalmente, vendo que a adoção não é nenhum bicho de sete cabeças. Ela é uma coisa natural”, destacou.

Neste Dia das Mães, a Prefeitura de Itanhaém deseja um feliz Dia das Mães a todas as mães, que cuidam, acolhem e transformam o mundo todos os dias. A história de Guacyra e Letícia ensina que nem toda maternidade começa na barriga, mas toda maternidade nasce do amor.

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