O futuro do trabalho, os avanços da inteligência artificial e a aproximação entre universidades e empresas foram temas do 6º Seminário Internacional Universidade/Empresa, na manhã desta quarta-feira (28), no Parque Tecnológico de Santos.
O encontro reuniu estudantes do Camps, Senac, Senai e Etec para uma troca de experiências com profissionais de diferentes áreas, com foco nas transformações tecnológicas e nas oportunidades de carreira.
Promovido pela Associação Comercial de Santos (ACS) e instituições parceiras, o seminário teve como objetivo aproximar os jovens do mercado de trabalho e estimular reflexões sobre o uso da inteligência artificial (IA), o empreendedorismo e as habilidades necessárias para acompanhar as mudanças nas profissões.
Durante a mesa de debates, mediada por Marcos Vinícius Santos, presidente da ACS Jovem e coordenador municipal da Infância e Juventude de Santos, Gabriela Morais, especialista em IA, palestrante, criadora digital e colunista da TV Tribuna, compartilhou sua trajetória profissional na área de tecnologia, iniciada no design de interfaces e posteriormente ampliada para a programação e o empreendedorismo.
“A carreira se desenha conforme você caminha”, destacou, ao explicar que nem sempre é possível prever todos os passos da vida profissional e que as experiências ajudam a definir novos caminhos.
A palestrante também ressaltou a importância de escolher uma profissão alinhada aos interesses individuais, em vez de considerar apenas o retorno financeiro. Segundo ela, o aprendizado contínuo e o reconhecimento das próprias habilidades são fundamentais para construir uma trajetória profissional consistente.
EVOLUÇÃO
Já o professor da Universidade Santa Cecília, Andrews Egas, abordou a evolução da inteligência artificial e sua presença cada vez maior no cotidiano.
“A tecnologia dança muito rápido e, daqui a uns dois ou três anos, com certeza a gente vai estar usando alguma coisa que a gente não sabe hoje o que é, mas vai falar: ‘eu não vivo sem isso’”.
Com cerca de 15 anos de experiência na área de tecnologia e passagens profissionais pelo exterior, Egas atua no desenvolvimento de soluções tecnológicas. Ele ressaltou aos jovens que os avanços do setor precisam ser acompanhados por discussões sobre legislação e proteção das pessoas, especialmente diante dos impactos das plataformas digitais e dos sistemas de recomendação no comportamento dos usuários.
Eduardo Bitencourt também compartilhou sua trajetória profissional, desde a formação em processamento de dados e a atuação como programador até a criação de startups e o trabalho na gestão pública.
“O mais importante é você continuar focado em resolver um grande problema”, afirmou, ao explicar que uma ideia de negócio precisa atender a uma necessidade real e ter potencial de crescimento.