O Porto de Santos ampliou os protocolos de prevenção e vigilância sanitária para reduzir os riscos relacionados à Doença do Vírus Ebola (DVE). A intensificação das ações ocorre após o aumento de casos registrados na República Democrática do Congo, cenário que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a emitir um alerta internacional durante reunião realizada em Genebra, na Suíça.
Desde junho, a Autoridade Portuária de Santos (APS) vem adotando medidas mais rigorosas para o monitoramento de embarcações procedentes do exterior. O trabalho é desenvolvido em conjunto com o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Santos e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Entre as iniciativas implementadas estão treinamentos específicos para profissionais que atuam no complexo portuário e o fortalecimento da integração entre os órgãos responsáveis pelo enfrentamento de possíveis emergências em saúde pública.
Ainda em junho, equipes de praticagem participaram de capacitações voltadas ao uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs) em situações que envolvam embarcações com suspeita de casos da doença. As atividades também abordaram as formas de transmissão do vírus, os principais sintomas e os protocolos de prevenção.
No início de julho, foi a vez das equipes médicas do Porto passarem por uma atualização técnica sobre o manejo da doença, incluindo procedimentos de segurança e utilização adequada dos equipamentos de proteção.
O Plano de Contingência para Eventos de Saúde Pública também foi revisado, com destaque para os protocolos de atendimento a pessoas com suspeita da doença durante viagens marítimas e para os procedimentos a serem adotados em caso de morte suspeita a bordo.
Situação da doença
De acordo com informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde, o surto na República Democrática do Congo já contabiliza mais de 600 casos suspeitos e aproximadamente 139 mortes possivelmente relacionadas ao vírus. Entre as vítimas estão, ao menos, quatro profissionais da área da saúde que atuavam nas regiões afetadas.
A OMS informa que a taxa média de letalidade da Doença do Vírus Ebola gira em torno de 50%, embora surtos anteriores tenham registrado índices que variaram entre 25% e 90%.
Apesar do cenário de preocupação, a entidade internacional esclareceu que o atual surto provocado pela variante Bundibugyo não atende aos critérios necessários para ser classificado como uma pandemia.